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Procurement além do saving: por que gestão de riscos e resiliência valem mais do que o menor preço

Procurement além do saving: por que gestão de riscos e resiliência valem mais do que o menor preço

Esse post não é sobre carros. É sobre Procurement.

Vi um post de um economista defendendo um Fiat Uno de R$ 8 mil, porque "cumpre sua função" e não tem parcela.

Isso me fez pensar, será que minha segurança vale um saving?

Na semana passada sofri um grave acidente de carro e voltei pra casa andando após atendimento médico no local.

Não por sorte. Porque estava num veículo projetado pra proteger quem tá dentro quando tudo dá errado.

Airbag, zona de deformação, estrutura reforçada — nada disso é argumento de venda.

Parece custo desnecessário, até o dia em que deixa de ser.

É assim que muita empresa ainda enxerga Procurement: negociar mais, apertar fornecedor, bater meta de saving.

Quase ninguém pergunta: quanto custa uma cadeia que para?

Fornecedor quebra. Porto fecha. Matéria-prima some.

Nessa hora, o saving do trimestre passado não segura nada. Quem segura a operação é o que chamavam de "gasto": dual sourcing, gestão de risco, plano de contingência.
Essa mentalidade precisa ser repensada.

Procurement moderno não existe só pra comprar mais barato.

Existe pra garantir que o negócio continue de pé.

A pergunta não é "quanto economizamos". É: "se o pior acontecer amanhã, a gente continua rodando?"

Se eu estivesse num Uno, provavelmente vocês não estariam lendo esse post.

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